Interforensics 2023

Dados do Trabalho


Título

ESTUDO DAS IMPRESSOES DIGITAIS QUIMICAS NAS DIFERENTES FASES DA MUSCA DOMESTICA PARA ESTIMATIVA DO INTERVALO POS-MORTE MINIMO (IPMM)

Introdução

Musca domestica é uma espécie sinantrópica amplamente distribuída em todo o mundo [1]. M. domestica geralmente chega após varejeiras em excrementos frescos e tecidos em decomposição, sugerindo assim um potencial uso forense [2]. Portanto, identificar cada ínstar larval, intrapuparial e o estágio farado em termos de perfil metabólico, pode garantir uma nova abordagem para estimar o IPMm.

Objetivos

Identificar a impressão digital química de cada fase larval, pupa e farado, da mosca M. domestica, por espectrometria de massas e análise quimiométrica, a fim de obter dados para o uso da estimativa de IPMm.

Parte experimental

Os metabólitos de cada fase larval, pupa e farado, da mosca M. domestica foram extraídos em 70% de etanol. Os extratos foram diluídos na proporção de 1:15 em etanol 70% e analisados por infusão direta no Espectrômetro de Massas LC 2020 (Shimadzu Corporation, Kyoto, Japão). Os dados resultantes foram decompostos pela análise discriminante com calibração multivariada por mínimos quadrados parciais (PLS-DA) no MetaboAnalyst 5.0 ®.

Resultados e Discussões

A análise do espectrômetro de massa forneceu impressão digital química para os ínstares larvais, etapas intrapuparial e estágios do farado. Para o ínstar larval 1, por exemplo, os íons m/z que mais contribuíram para a diferenciação foram, respectivamente: “158,5; 274,5 e 362,5 e 437,5. Ressalta-se, que em relação ao PLS-DA, os escores mostraram que a fase larval e pupa apresentaram diferentes clusteres, podendo ser diferenciadas por PLS-DA. Cada fase larval, intrapuparial e farado, apresentaram íons m/z específicos e podem ser uma impressão digital química para qualquer parte do ciclo da Musca domestica.

Conclusões

A espectrometria de massa aliada ao PLS-DA, provaram ser técnicas promissoras para distinguir as etapas do ciclo de vida da Musca domestica, sendo identificadas várias impressões digitais químicas para cada estágio, podendo contribuir para uma estimativa mais precisa do IPMm.

Referências e agradecimentos

[1] C.G. Hewitt, The House-Fly Musca domestica Linn: Its Structure, Habits, Development, Relation to Disease and Control, Cambridge University Press, Cambridge, 1914.
[2] J.H. Byrd, J.L. Castner, Insects of forensic importance, in: J.H. Byrd, J.L. Castner
(Eds.), Forensic Entomology: The Utility of Arthropods in Legal Investigations,
CRC Press, Boca Raton, FL, 2001, pp. 39–126.

SPTC-GO, Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade de Brasília-UnB.

Palavras Chave

Musca domestica, intervalo pós-morte mínimo (IPMm) e impressão digital química.

Arquivos

Área

Áreas forenses

Instituições

Universidade de Brasília-DF - Distrito Federal - Brasil

Autores

DAVI RODRIGUES DA SILVA, ALICIA CAMACHO DOS SANTOS, KARINE BRENDA BARROS CORDEIRO, JEZ WILLIAN BATISTA BRAGA, MARCOS NOGUEIRA EBERLIN, IASMIN LOPES DE LIMA